Análise de óleo

Análise de óleo

25 de novembro de 2019 0 Por Bamaq Máquinas

A análise de óleo é uma ferramenta de manutenção preditiva de diagnóstico para monitorar e avaliar as condições dos fluidos e equipamentos. Ele permite que você maximize o desempenho e confiabilidade de ativos por meio da identificação de problemas antes que se tornem falhas. Essa ferramenta gera assertividade e segurança na tomada de decisões dos gestores, economizando tempo e reduzindo custos de manutenção.

Por que fazer a analise do óleo lubrificante?

Antes de conhecer as etapas de avaliação, é preciso entender a função do óleo lubrificante e importância desses processos para os equipamentos.

Funções dos óleos lubrificantes

O uso de lubrificantes tem como principal função diminuir o contato entre as peças móveis, evitando desgastes, geração de calor, limpeza, proteção contra corrosão e redução de ruídos.

Os óleos lubrificantes são básicos minerais obtidos através de destilação ou refino, básicos sintéticos produzidos por reações químicas e compostos ou semissintéticos.

As principais características dos óleos lubrificantes são viscosidade, índice de viscosidade e densidade. A viscosidade caracteriza a resistência de um fluido ao escoamento. Portanto, quanto mais viscoso, mais difícil de escorrer, logo terá uma maior capacidade de permanecer entre as peças. A viscosidade do lubrificante é influenciada pela temperatura. O índice de viscosidade diz respeito à variação da viscosidade em função da temperatura, quanto maior o índice menor será a variação da viscosidade quando submetido ao aumento de temperatura. Já a densidade é a massa de um determinado volume de óleo a uma determinada temperatura e serve como um indicador de contaminação ou deterioração de um lubrificante.

Nos lubrificantes a sua maior concentração no produto final são de óleo base, correspondendo a 95%, havendo três classificações, podendo ser mineral, sintético ou vegetal, os outros 5% são aditivos químicos que são introduzidos para melhorar o desempenho do lubrificante, já que o óleo base sozinho não é suficiente para proteger o equipamento, sendo necessária a adição dessas substâncias para estender a vida útil, prevenindo de fatores agressivos como excesso de pressão e temperatura, formação de espumas e corrosão.

Os aditivos são elementos químicos sintéticos e são distintos entre si de acordo com a função que exercem, podendo ser utilizado mais de um, bastando estudos para comprovar o qual reage melhor ao processo.

Os principais aditivos de um óleo são:

Dispersantes: Posiciona-se de forma a suspender as impurezas que são responsáveis pela oxidação e contaminação, evita que as partículas menores se agrupem entre si, tornando-se um problema maior, que impediria o fluxo normal do lubrificante.

Detergentes: São usados a fim de ter constantemente as superfícies metálicas limpas, evitando que qualquer contaminante se aloje na face dificultando a passagem do lubrificante. · Antioxidantes: Como o próprio nome diz, age de forma a inibir a oxidação devido a exposição ao oxigênio do ar.

Anticorrosivos: Funcionam para impedir a invasão das partículas corrosivas que se formam com a oxidação do óleo, quando a queima de combustível não se dá por completo.

Melhorador do índice de viscosidade: Minimiza as oscilações da viscosidade em função das alterações de temperatura.

Antiespumante: Evita a formação de bolhas de ar que surgem quando o óleo lubrificante é agitado, essas bolhas ao estourar formam espumas, que causam impacto nas paredes metálicas, causando cavitação.

Antidesgastes: Na maior parte das vezes composto a base de zinco e fósforo utilizado para impedir o contato entre as superfícies metálicas, visto que muitas vezes, apenas a lubrificação hidrodinâmica não é suficiente.

Redução do número de trocas de óleo

A análise do óleo é uma maneira de tentar expandir o tempo de troca do insumo, resultando em uma aplicação mais efetiva no maquinário. A redução no número de trocas de óleo evita o desperdício, fazendo com que os custos com lubrificantes sejam menores e isso pode ser alcançado por meio de avaliações periódicas da integridade dos lubrificantes usados pelos equipamentos.

Manutenção preditiva de equipamentos

Se antecipar possíveis falhas no maquinário é o principal papel da manutenção preditiva, a avaliação do óleo nos equipamentos pode ser considerada a maior aliada nesse processo. Afinal, sempre que analisamos um lubrificante, estamos consequentemente avaliando a máquina atrelada a ele. Como no exame de sangue, a análise de óleo lubrificante nos revela dados essenciais sobre a integridade de seus equipamentos.

Na analise é possível identificar eventuais desgastes de peças e componentes no maquinário, bem como a presença de fuligem e contaminantes externos, como a água, que podem indicar vazamentos.

Ao descobrir que o equipamento está comprometido de alguma forma, é possível tomar ações preditivas sobre ele. Além de evitar a quebra, a análise reduz o tempo de máquina parada e evita perdas em produtividade.

Quais são as etapas mais comuns nessa análise?

Análises de lubrificantes incluem inúmeras etapas (ou ensaios), que podem variar conforme o tipo de óleo, o maquinário e a indústria na qual ele é aplicado. Mas existem alguns processos que são comuns a quase todos os lubrificantes. Confiram quais são!

As análises físico-químicas têm como principal objetivo a identificação das condições do lubrificante, sempre com o proposito de aumentar a vida útil do lubrificante e das maquinas. Nela são examinados

  • Aparência
  • Água
  • Densisade
  • Viscosidade Cinemática (40ºC e 100ºC)
  • Índice de Viscosidade
  • TAN (Número de Acidez Total)
  • Ponto de Fulgor
  • Fuligem
  • Contagem de Partículas
  • Odor

As análises espectrométricas são essenciais na prevenção de falhas do equipamento e ajudam a prolongar a sua visa útil. Tem como objetivo determinar os metais de desgaste, os contaminantes e os aditivos contidos na amostra. Como em toda técnica preditiva, o acompanhamento e comparação com valores anteriores é essencial.

Principais elementos determinados pela espectrometria

Metais de desgaste

Ferro,  Cobre, Cromo, Chumbo, Níquel, Alumínio e Estanho

Aditivos

Molibdênio, Zinco, Cálcio e Magnésio.

Contaminantes

Silício.

Ensaio de infravermelho

Por fim, óleos lubrificantes são submetidos também a uma análise de infravermelho, capaz de avaliar a oxidação, a nitratação, a sulfatação e o nível de fuligem dos compostos.

Conclusão

Podemos concluir que o uso da manutenção preditiva através da análise do óleo lubrificante se mostra satisfatória, mostrando que é possível potencializar o desempenho, a confiabilidade e a disponibilidade física dos equipamentos, identificando o problema antes que os mesmos se tornem falhas, gerando dados mais confiáveis e com isso acabando com qualquer tipo de hipótese ou suposições, tornando possível também programar uma intervenção, eliminando as paradas de emergência para manutenção, desmontagens e troca de peças desnecessárias, aproveitando a vida útil total das peças e componentes. Esta ferramenta estabelece clareza e segurança aos gestores na tomada de decisões, poupando tempo e reduzindo os impactos nos custos com a manutenção.

Agora você sabe por que a análise do óleo lubrificante é um dos processos primordiais da manutenção das maquinas pesadas!